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08 outubro, 2009

Pink Floyd - The Wall (1982) (TVRip)



"Talvez a minha aprendizagem de arquitetura me tivesse ajudado a ver os meus sentimentos de alienação perante o público do rock’n’roll, o que foi o ponto de partida para 'The Wall'. O fato de ter encarnado uma narrativa autobiográfica era como que secundário à questão principal, que era uma afirmação teatral na qual eu dizia: Isto não é horrível? Aqui estou eu em cima do palco e vocês estão aí em baixo, não é horrível? Que porra é que nós estamos aqui a fazer? " (Roger Waters, junho de 1987)


Sobre o álbum: A inspiração de Roger Waters para a criação do álbum apareceu-lhe durante um concerto da digressão de Animals em 1977. Em Montreal, Quebec, Waters cuspiu na cara de um fã que estava a ter um comportamento perturbador. De imediato, repugnado com o ato que tinha cometido, surgiu-lhe a ideia de construir um muro entre si e o público, ideia essa desenvolvida mais tarde para a produção de "The Wall".

O álbum foi galardoado com platina 23 vezes e é o 3º álbum mais vendido de sempre nos Estados Unidos e chegou a Nº 1 nas tabelas da Billboard em 1980. "The Wall" foi reeditado em CD em 1994 no Reino Unido e em 1997 no resto do mundo. No ano 2000, por ocasião do 20º aniversário do seu lançamento, foi novamente reeditado.

Em 1998 os leitores da Q magazine votaram em The Wall como o 65º melhor álbum de todos os tempos e em uma enquete similar em 2003, leitores da Rolling Stone o escolheram como o 87º melhor álbum de todos os tempos.

Durante as gravações, Richard Wright foi despedido da banda, mas continuou tocando nos concertos ao vivo como um músico pago.

O álbum foi gravado em quatro estúdios. Um em Nova Iorque (CBS Studios), um em Los Angeles (Producers Workshop) onde o álbum também foi mixado e dois no sul da França (Super Bear and Miravel). As mudanças de um estúdio para outro foram resultado de problemas financeiros da banda, problemas estes que acabaram por influenciar a produção da obra. Na época, o executivo da banda Norton Warburg gastou milhões em dinheiro recolhido pela banda em 1973 e 1977 e abandonou a banda quase falida. Por isso eles tiveram que gravar na França.

Por todo o mundo o álbum produziu uma série de singles de sucesso, incluindo: The Happiest Days of Our Lives, Another Brick In The Wall (Parte II), Mother, Empty Spaces, Young Lust e Comfortably Numb.

Para Another Brick in the Wall (Parte II), o Pink Floyd precisava de um grupo coral estudantil, eles então foram até Alun Renshaw, professor da Islington Green School, que ficava perto da Britannia Row Studios. Chegaram no meio de uma aula e fizeram o convite. O coro foi gravar, mas impedidos de escutar o resto da música depois de cantarem, o que os decepcionou, já que eles gostariam de ouvir o solo de Gilmour. A voz do grupo coral foi sobreposta doze vezes para dar a impressão que havia mais gente cantando. Apesar do colégio receber um pagamento de mil libras, não houve operações contratuais para royalties. Pela lei de copyright de 1996, o coro ficou elegível a ganhar royalities. Os alunos foram reunidos por um site da internet e processaram a banda. Especialistas dizem que cada aluno ganhou o equivalente a quinhentas libras e uma cópia do disco The Wall.


Sinopse: Filme dirigido por Alan Parker, baseado no álbum ´The Wall´, da banda Pink Floyd. Bob Gueldof interpreta o atordoado roqueiro Pink. Dentro de um quarto de hotel, ele recorda várias passagens da sua vida. Algumas sequências incluem belas animações.

Título Original: Pink Floyd – The Wall
Áudio: Inglês
Tamanho: 700 MB
Qualidade: TVRip
Legendas: No Anexo

Clique na imagem da capa, para fazer o download ou aqui!

16 agosto, 2009

Songbook - Beatles

Songbook completo dos Beatles para piano, guitarra e vocal:





Tamanho: 13 Mb

Songbook - Queen - (The best of Queen)

Mais um Songbook, desta vez contendo clássicas do Queen...neste álbum você vai encontrar diversas partituras para piano, guitarra e vocal:





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12 agosto, 2009

Songbook - Pink Floyd

A partir de hoje estou disponibilizando Songbooks (livro de partituras ou tablaturas) de algumas bandas, começando por Pink Floyd, com o álbum "Wish You Were Here"...com tablaturas para Guitarra e Piano (teclado).
Para quem não conhece esse álbum, nele contém as seguinte músicas:

* Wish you Were Here
* Shine On You Crazy Diamond (parte I)
* Shine On You Crazy Diamond (parte II)
* Shine On You Crazy Diamond (parte III)
* Shine On You Crazy Diamond (parte IV)
* Shine On You Crazy Diamond (parte V)
* Shine On You Crazy Diamond (parte VI)
* Shine On You Crazy Diamond (parte VII)
* Shine On You Crazy Diamond (parte VIII)
* Shine On You Crazy Diamond (parte IX)
* Have a cigar
* Welcome to the machine


São 97 páginas e o arquivo está no formato PDF.


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03 agosto, 2009

Teoria da Conspiração: Parte IV - John Lennon, Mark Chapman e o Apanhador no Campo de Centeio.

"Escrito pelo ex-escritor" J.D. Salinger, um autor que não se deixar fotografar, não gosta de imprensa, nem de se expôr, "O Apanhador no Campo de Centeio", romance mais famoso de Salinger, retrata as dúvidas e fantasias de um adolescente dos anos 1950.

Embora escrito num tom lacrimoso de auto-ajuda (ou, talvez, exatamente por isso), o livro virou cult no mundo inteiro. O curioso é que a obra de Salinger foi achada na casa de dois notórios malucos:
Mark Chapman, o assassino de John Lennon e John Hincley Jr., o homem que atirou no presidente americano Ronald Reagan para supostamente chamar a atenção da atriz Judie Foster, também tinha um exemplar do livro de Salinger em casa.

Algumas pessoas dizem que o livro é programado para abrir a mente dos matadores "pré-programados" e eles concluirem a sua missão.

A missão ficaria “adormecida” na mente do assassino, como uma espécie de vírus de computador psíquico, até que ele lesse o livro e acionasse a programação.

Jurado de morte na prisão, Mark David Chapman recusa a liberdade condicional. É ele o autor do disparo que matou o ex-Beatle John Lennon, em 1980. Nas mãos do assassino, um exemplar de O apanhador no campo de centeio. Teria sido o personagem do livro – segundo ele – que inspirou-lhe a cometer o crime. “Grande parte de mim é Holden Caulfield. Outra parte deve ser o demônio”, contou à polícia. Apesar de Chapman ter culpado parte do romance pelo sangue derramado, a rebeldia inaugurada na narrativa de Salinger está longe de estimular a barbárie.

Logo após a morte de Lennon, as vendas do clássico dispararam, até firmar-se como best-seller e leitura obrigatória. Todo mundo queria saber quem era Holden Caulfield. O que tinha de tão curioso a ponto de inspirar um assassino? O personagem é um simples adolescente de 17 anos, recém-expulso do colégio por mau desempenho. É depressivo, mente e sofre com a própria instabilidade emocional. Tão inocente quanto as brigas nas quais se envolve. Alimenta afetos e ódios, entre picos e quedas. Não tem sonhos concretos, nem planos para o futuro. Apenas vontades passageiras. Tudo o deprime – estado que alimenta ainda mais sua rebeldia.

Nada em Caulfield inspira admiração, embora sua marginalidade não seja gratuita. No seu perfil desajustado, gerações de jovens continuam encontrando um espelho. Participam de sua angústia e criam coragem para assumir a própria impulsividade. Até os anos 1950, ser imaturo era sinônimo de fraqueza. O poeta francês Arthur Rimbaud (1854-1891) escreveu que ninguém é sério aos 17 anos. Lá pela década de 1920, uma criança passava a ser adulta quando ganhava a primeira calça comprida, geralmente no Natal. Era motivo de orgulho, para o presenteado, deixar de ser um “tolo inexperiente” para cair no mundo como alguém de verdade. Largava a escola para trabalhar, aos 14 anos – no rastro da Revolução Industrial –, pronto para casar-se e formar uma família. Num salto olímpico, pulava totalmente a transição da infância para a fase adulta. Em vez de viver a adolescência, se deparava com a pura responsabilidade.

Mas a necessidade de formar adultos precoces perdeu o sentido após a Segunda Guerra. Com o despontar do capital intelectual, os jovens puderam prolongar os estudos, sem precisar trabalhar. Lá estavam eles, com barba feita, ocupados com festas e garotas. Nada de pressões sociais. Tudo o que queriam era uma Coca-Cola com whisky: aqui e agora. Mas o comportamento imaturo ainda não tinha crédito na sociedade – quanto menos na literatura, a porta-voz da experiência. Caulfield vem para legitimar a rebeldia adolescente, intolerada pelas comunidades “crescidas”. Ocupou o vazio de identidade do começo do século XX, junto de ídolos como Elvis Presley. Música, moda e tribos urbanas passaram a ser instrumentos de auto-afirmação. Assim, a juventude ganhou o respeito adulto, oportunidade para que O apanhador no campo de centeio fosse compreendido.

Salinger, ao escrever, não imaginava o estrondoso sucesso que viria. Se soubesse, talvez não tivesse sido capaz de criar um romance tão despretencioso e modestamente banal. Até porque levou uma vida semelhante à de seu personagem, anti-social. A narração em primeira pessoa é repleta de gírias e expressões jovens. Fatos triviais e divagações seguem sem respiro. É assim que o personagem vomita sua inocência. Embora transcorrido nos anos 50, o romance parece não ter época. Poderia ser adaptado, tranqüilamente, para qualquer década posterior. A ausência de sinais do passado, exceto por uma máquina de escrever, evidencia que o romance não envelheceu, como ocorre com os clássicos estabelecidos.

Embora seja um hino da revolta juvenil, O apanhador no campo de centeio também é lido por marmanjos. Não é preciso ser jovem para identificar-se com o anti-herói, rebelado contra a sociedade. Prova disso é que o cinema e a própria literatura criaram Caulfields mais velhos – e igualmente intempestivos. O personagem de O Náufrago, de Thomas Bernhard, chega à ruína interior ao deparar-se com um gênio do piano, Glenn Gould. Estar abaixo dele já é motivo para sentir-se um acidente de percurso. Na sétima arte, Stanley Kubrick repetiu a saga do homem rebelado. As obras-primas Laranja Mecânica, O Iluminado e Barry Lindon recriam escórias humanas.

Em nenhum momento, contudo, o livro de Salinger faz apologia à violência ou ao ódio. O cartão-verde para a rebeldia não justifica qualquer crime, ao contrário do que entendeu o assassino de Lennon. Ele levou ao pé da letra as revoltas passageiras do personagem, das quais o próprio se arrependeria. Ao contrário do criminoso, Caulfield não sofria de esquizofrenia e doença mental. Chapman teria se inspirado em qualquer símbolo da incompreensão jovem para justificar seus demônios.

Além disso, o personagem encontra os primeiros sinais do equilíbrio no amor pela irmã caçula, Phoebe. Quando ela lhe instiga a pensar no que gostaria de fazer no futuro, Caulfield se imagina observando crianças brincarem em um campo de centeio, atento para apanhá-las antes que caiam em um abismo. É o que deseja ser. Um trecho do livro reflete esse ritual de passagem: “O homem imaturo é aquele que quer morrer gloriosamente por uma causa. O maduro contenta-se em viver humildemente por ela”.

Desponta, aí, o senso de proteção que o faz desistir de qualquer maluquice. Seu planos de fuga eterna vão por água abaixo, diante de uma criança que o imita. Alguém precisa tomar as rédeas da loucura, sentir-se responsável pela ordem. E precisa ser ele. Nasce um novo Caulfield, feliz e sereno. Mesmo indiferente sobre o futuro, longe das pressões da fase pré-adulta: ganhar dinheiro e escolher uma profissão. Certamente, Caulfield tardaria para definir-se socialmente. Mas, por outro lado, estaria longe de tornar-se um médico frustrado ou um advogado anti-ético. Ambos, produtos precoces da modernidade.

'O Apanhador' e cia...

- Além da música Who Wrote Holden Caulfield? (Kerplunk!, de 1992), o Green Day faz referências a Holden Caulfield nos cinco álbuns da banda.

- A letra de In Hiding, do Pearl Jam, fala sobre tentar achar a casa de Salinger. Eddie Vedder disse ao NME que, no fundo, é uma metáfora sobre tentar encontrar a casa de Deus, "como se Ele fosse um recluso; você encontra a casa Dele, abre Sua caixa de correspondência e descobre que está cheia de junk mail".

- Quando perguntaram a Mark Chapman por que ele matara John Lennon, o perturado-mental-ou-pau-mandado-da-CIA disse: "Leia O Apanhador no Campo de Centeio e você descobrirá porque o fiz. Esse livro é meu argumento".

- Em uma referência a Chapman, o filme Teoria da Conspiração traz Mel Gibson no papel de um lunático que compra todas as cópias de O Apanhador... que consegue encontrar, sem nunca ter lido o livro.

- A Disney tem um projeto de produzir uma versão animada de O Apanhador... com um pastor alemão como Holden Caulfield... (que Deus nos livre e o santo Salinger proiba todo esse lixo!).

- A banda americana The Caulfields.

- A gravadora indie Caulfield Records (PO Box 84323 Lincoln, NE 68501 USA).

- A cantora Lisa Loeb fundou a banda Nine Stories, título de um dos livros de Salinger.

- Bill Halley and his Comets gravaram a homenagem a Salinger Rocking Through The Rye (1958).


Para baixar e ler:


Jerome_David_Salinger_-_O_apanhador_no_campo_de_centeio

19 julho, 2009

Legião Urbana

Há pouco tempo atrás, estava eu, ouvindo Legião Urbana e "batendo um papo" no MSN e me deparei com uma pergunta: "O que te leva a escutar isso?"

Não tendo dado resposta à altura para esta pergunta, aproveito a oportunidade para responder.

O mundo está perdido!

Na minha infância, adolescência, juventude, agora como adulta e posso até adiantar que até minha morte, jamais deixarei de escutar essa banda de Rock que é repleta de qualidades, que possui conteúdo nas letras, que possui desde melodias melancólicas até músicas que te levam a uma explosão de adrenalina e te enchem de esperança, com letras poéticas que se encaixam em cada instante da minha vida: Legião Urbana, ou o verdadeiro poeta: Renato Russo, que fez parte da minha vida e queria que Deus tivesse permitido que ele vivesse mais para essa juventude não estar tão desvirtuada!
Mas como ele mesmo disse: "Os bons morrem jovens!" e quem sabe ele não possa, não deva ter vivido para ver seus sonhos de um mundo melhor desaparecerem em meio a futilidade!

O mundo está perdido!


Ninguém falava de amor como ele, ninguém expressava melhor os sentimentos do ser humano do que ele, sem precisar citar "dores de corno", "guampa", "bagaceirisses", "putaria", como pode-se ver nos genêros musicais atualmente escutados por muitos jovens.

O mundo está perdido!


É notável a falta de cultura desse povo brasileiro!Ouvindo músicas que não levam a lugar algum a não ser um a mundo promíscuo, sem sentimentos, onde mulheres são tratadas como objetos para serem usados e descartados, onde os sentimentos bons são vistos como infantilidade ou até mesmo "boiolice", ou até mesmo, como algo não existente, um mundo onde valores morais não existem.

O mundo está perdido!


Eu ouvi essa pergunta "O que te leva a escutar isso?" de uma pessoa poucos anos mais velha que eu!
Eu ouvi isso e senti uma angústia inexplicável!
Eu ouvi isso e fiquei sem reação!
Eu ouvi isso e só agora posso responder:
Eu OUÇO Legião Urbana por que tenho mais cultura do que você!
Eu OUÇO Legião Urbana para ter o mínimo de esperança de que o mundo pode ser um lugar melhor!
Eu OUÇO Legião Urbana por que acredito nos sentimentos!
Eu OUÇO Legião Urbana por que não me entrego ao sistema!
Eu OUÇO Legião Urbana por que tenho um espírito revolucionário!
Eu OUÇO Legião Urbana por que tenho amor no meu coração!
Eu OUÇO Legião Urbana agora!E ouvirei para sempre!
Essa banda de Rock domina minha vida, me guia em muitos momentos difíceis e eu a idolatro!
E digo a você: Eu sou Legionária e sempre serei!
E com certeza minha vida está mais cheia de coisas boas do que a sua!

Mas "Ainda é cedo"...você tem salvação!
"Por enquanto" você está perdido!
E quem sabe em "Uma outra estação" você aprenda...
Ou "quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você"!

Mas tente aprender o que realmente é bom e baixe esse som.

Legiao_Urbana_-_Mais_Do_Mesmo_Acustico.mp3

E não que eu desvalorize a sua "cuRtura" e a "cuRtura Nacional" onde "peitos", "bundas" e "guampas" são o tema central de músicas ...nãããããooo...por que afinal essas bandas com essas músicas (é até uma ofensa chamar estes sons de música) vendem "QUINCALHÕES" de cópias...nãããããooo...hahahaha

Eu só tenho cultura (com L mesmo)...e prefiro continuar assim!

respondido?


Legião Urbana - A Dança

Não sei o que é direito
Só vejo preconceito
E a sua roupa nova
É só uma roupa nova
Você não tem idéias
Pra acompanhar a moda
Tratando as meninas
Como se fossem lixo
Ou então espécie rara
Só a você pertence
Ou então espécie rara
Que você não respeita
Ou então espécie rara
Que é só um objeto
Pra usar e jogar fora
Depois de ter prazer.

Você é tão moderno
Se acha tão moderno
Mas é igual a seus pais
É só questão de idade
Passando dessa fase
Tanto fez e tanto faz.

Você com as suas drogas
E as suas teorias
E a sua rebeldia
E a sua solidão
Vive com seus excessos
Mas não tem mais dinheiro
Pra comprar outra fuga
Sair de casa então
Então é outra festa
É outra sexta-feira
Que se dane o futuro
Você tem a vida inteira
Você é tão esperto
Você está tão certo
Mas você nunca dançou
Com ódio de verdade.

Você é tão esperto
Você está tão certo
Que você nunca vai errar
Mas a vida deixa marcas
Tenha cuidado
Se um dia você dançar.


16 julho, 2009

Quer abrir a mente?

Leia:



Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a passagem de todas as impressões e imagens que existem efectivamente. Se isso acontecesse, o processamento de tal quantidade de informação seria simplesmente insuportável. De acordo com esta visão das coisas, algumas drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou "abrir as portas da percepção", como é dito metaforicamente. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. A sua principal impressão será a de que os objetos do nosso cotidiano perdem a sua funcionalidade, passando a existir "por si mesmos". O espaço e as dimensões tornam-se irrelevantes, parecendo que a percepção se alarga de uma forma espantosa e mesmo humilhante já que o ser humano se apercebe da sua incapacidade para fazer face a tantas impressões.

Além de drogas como a mescalina, o LSD, a psilocibina, etc, outras formas citadas para se abrir as portas da percepção seriam:

* Períodos prolongados de silêncio e isolamento.
* Jejuns prolongados.
* Auto-flagelação.

Huxley explica que uma das razões porque as portas da percepção normalmente ficam semi-cerradas seria para a própria proteção do indivíduo, que de outra forma se distrairia com a enxurrada de estímulos desnecessários para a sobrevivência.

Esse livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors, que apresenta uma obra com características semelhantes ao do livro, quebra de paradigmas, oposição a normas e costumes vigentes e uso de drogas.